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Na curva, uma vida nova em folha…

Montreal_2011_janeiro_inverno terrible:
É madrugada alta em Montreal. 3h30 exatamente. Minha irmã pode estar em trabalho de parto para ter o primeiro filho, a coisa mais linda que estamos esperando há tempos. Só sei que não consigo dormir, só sei rezar para que eles fiquem bem, para que nasça com amor, afeto, luz baixa, muito cuidado. Nascer, nascer…existiam pessoas na volta da minha mãe quando eu nasci, quem foram? O que sonhavam?
Estou divagando…Sem sono, me refugiei por aqui, arrumando fotos, pensando na vida enquanto todos dormem ao meu redor. Em junho de 2010 mudei de país e isso fez com que os últimos seis meses parecessem dois anos. Foi tanto que aprendi nesse tempo que tudo me diz que algumas viagens nao tem volta. Nao é possível regressar, voltar a ser quem se era. Minhas vontades mudaram, meus sonhos sao outros, coisas se realizaram, tudo vai recomecar. Já compreendo que o porto seguro se carrega no peito. Ele é o porto das viagens interiores. Mudar de geografia me modificou e me informou quem sou. Consigo ver melhor os ciclos da minha curta existência. Algo clareou. Ao repensar o ano, fui tomada por um sentimento de gratidao, por uma vibracao boa de ter feito aquilo que queria ter feito. ”Uma sardinha pro flipper!” Migrar é como marcar uma entrevista consigo e ter que comparecer. Sem escapes, sem saídas pela direita. O primeiro momento é de olhar pra dentro, cuidar o espelho. Já passou. Agora quero olhar para fora, sair do entorno infantil do meu umbigo. Mais um ano inicia e o momento da realizacao chegou. Sem mais desculpas. Sem pressa e sem perda de tempo. Vamos embora ignorando os medos, a ilusao da casa e a nocao reduzida de que estamos aqui ou ali. Estamos no universo, no tempo que corre sem dó e ensina a valorizar a vida porque ela terá fim.
”Vá na direcao dos seus sonhos. Viva como você quer viver.” Henri Thoreau.

obs. computador alheio, sem pontuacao correta…haja vontade de postar.

Foto ER: placa em obra numa rua de Montreal.

Quando Luna nasceu eu já era passarinha migrante retirante, morando em Toronto e com o coração solto no mundo. Vivo querendo dar um tombo na rotina e sair voando por ai, sem rumo. Um dia me defini como gaúcha, colorada escorpiana e advogada. Hoje não tenho mais pretensões definidoras. Já entendi que somos transformações pesáveis. Sou um pouco escritora, fotógrafa amadora, inquieta faceira e viajante por qualidade de alma. Ser livre, pelo menos acreditar que tenho escolha é o que me faz viver e crer que a vida é boa. Estou aqui online, mas sou quase analógica. Movida a vinho, lápis, livro e caderninho. Chamego e leveza são palavras que me abraçam. Abri esse canal pra conversar contigo. Quero saber de ti...o que te move, corazon?

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