Gravidez

Respire com gratidão

Toronto_outubro_2012:
A semana começou preguiçosa depois de um longo feriado de Thanksgiving. Hora de cuidar das roupas da bebezinha que estará pronta para sair do forno em pouco mais de seis semanas. É isso? Acho que é por aí. Na noite de Ação de Graças, jantamos na casa de uma amiga querida daqui, com uma família enorme em torno de uma mesa farta. E um belo peru assado! O que me fez lembrar do valor da família, da reunião caótica de pessoas que por alguma razão nasceram vinculadas. Basta ficarmos atentos e descobrirmos o porquê nascemos com todo o entorno que nos rodeia. Mesmo na bagunça, no barulho, é tão lindo ver uma família reunida. Não importam as diferenças, importa que todos existem e estão lá. Um casal com um filho, como diria Kurt Vonnegut, não é uma família é uma unidade de subsistência. Vamos embora, perder a preguiça que amarra e construir lares mais cheios para povoar nossas noites de inverno!
 
Days of Thanksgiving – muito antes de virar feriado oficial no Canadá e nos Estados Unidos – eram dias bem comemorados pelos antigos, quando tinham recebido alguma graça dos céus, como boa colheita, vitória em guerra e proteção. Os dias de tragédia, pragas, luto e dor eram chamados de Days of Fasting. Os puritanos acreditavam serem todos – as graças e as inesperadas dores – decorrência da providência divina. Eram tempos de Reforma Protestante, reis e rainhas reformadores. Tudo isso, muito antes dos ingleses alçarem navios aos mares e descobrirem a Nova Inglaterra…muito pertinho da data do ‘descobrimento’ do Brasil. Mas o que isso importa? Nem sei…acho que é porque andamos em dias de muitas graças por aqui. Os dias de jejum não assombram mais. Agradecemos a quem possa interessar, a todos os deuses e deusas que nos cubram com bênçãos de proteção e amor. E tudo o mais é por nossa conta e esforço de transformação.

Quando Luna nasceu eu já era passarinha migrante retirante, morando em Toronto e com o coração solto no mundo. Vivo querendo dar um tombo na rotina e sair voando por ai, sem rumo. Um dia me defini como gaúcha, colorada escorpiana e advogada. Hoje não tenho mais pretensões definidoras. Já entendi que somos transformações pesáveis. Sou um pouco escritora, fotógrafa amadora, inquieta faceira e viajante por qualidade de alma. Ser livre, pelo menos acreditar que tenho escolha é o que me faz viver e crer que a vida é boa. Estou aqui online, mas sou quase analógica. Movida a vinho, lápis, livro e caderninho. Chamego e leveza são palavras que me abraçam. Abri esse canal pra conversar contigo. Quero saber de ti...o que te move, corazon?

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