Luna flor,

Essas imagens são só de hoje. Momentos em Berlim. Um dia na tua ainda curta existência. Tu se desenvolve numa velocidade que nos surpreende a cada manhã.

Já acorda e dá bom dia! Sabe que estamos na estrada…em movimento. Só quer passear, descobrir. Hoje, Luna, tu chegou mais perto do Karl Marx do que eu já sonhei chegar nesses 33 aninhos. O manifesto comunista foi escrito por essa dupla em 1848. Foi ele, esse barbudão, que escreveu o livro mais comentado e menos lido do mundo, depois da Bíblia. O Capital. Ganhei um usado quando tinha 19 anos. E tu com um ano e 19 meses, chega aqui.

Se tu é esperta, bem esperta, já sacou que teu pai e eu não estamos nessa viagem para te proporcionar tocar no mundo e nas historias que sempre desejamos encontrar…estamos aqui por nos mesmos. O que não te impede de tirar melhor proveito dessa oportunidade. Faria o mesmo. Tu esta te deleitando nas águas de cá…nos parques, lagos, fontes, mares e agora chafarizes! A gente para tudo pra se jogar na água, como se joga na vida. Tu entra de vestido e sai pelada!

Se não há um sentido de vida para toda humanidade, um único, que haja diversos e cada um tenha coragem de ir ao encontro do seu. Será sempre esse meu legado pra ti. Confia na tua história e vá em busca dos teus sonhos. Antes, silencie, não se canse de tentar descobrir quem tu é…só assim intuirá o caminho a seguir.

Com amor,

Mamãe

‘Por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres’

Rosa Luxemburgo

Quando Luna nasceu eu já era passarinha migrante retirante, morando em Toronto e com o coração solto no mundo. Vivo querendo dar um tombo na rotina e sair voando por ai, sem rumo. Um dia me defini como gaúcha, colorada escorpiana e advogada. Hoje não tenho mais pretensões definidoras. Já entendi que somos transformações pesáveis. Sou um pouco escritora, fotógrafa amadora, inquieta faceira e viajante por qualidade de alma. Ser livre, pelo menos acreditar que tenho escolha é o que me faz viver e crer que a vida é boa. Estou aqui online, mas sou quase analógica. Movida a vinho, lápis, livro e caderninho. Chamego e leveza são palavras que me abraçam. Abri esse canal pra conversar contigo. Quero saber de ti...o que te move, corazon?

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