Infância Primeiros Meses Sem categoria

Papai eu quero mama!

Agosto_2014

Estávamos nós dois embaixo de uma árvore. Tu, Luna, brincava ao longe. De repente correu em direção ao teu pai e se acomodou no colo dele como um filhote que volta ao ninho. Ele me olhou derretido e disse: eu podia morrer depois desse abraço.

Sem comentários sobre o que eu sinto ouvindo uma declaração dessas.

Teu pai te cuida desde o primeiro instante de vida, te dá banho, corre atrás de ti no parque, te alimenta, troca todas as tuas fraldas, mas nada disso faria dele teu grande amor. Só o modo como ele faz todas essas coisas que nos faz sentir que somos, nos duas, as mais ricas e sortudas do universo. Porque amor é riqueza, abundância. Nada nos falta. Não é por que teu pai te ama tanto e te cuida com leveza e alegria que eu o admiro, é por que ele tem consciência de que isso é, de fato, o que mais importa nessa vida.

Nos três e o tempo que passamos juntos. E isso, filha-flor, o torna joia rara. E a ti, em bebe sortuda e faceira. Pois sorte é isso: merecer e ter. Tanto eu quanto tu, podemos ter nossas questões, mas em se tratando de ‘pai’ estamos bem servidas, obrigada!

Teu amor, teu beijo de manhã, dão ao teu pai a noção de ser o homem mais amado do mundo. E só o queremos na vida, bem no fundo é sermos amados e aceitos incondicionalmente.

Hoje te falei pra pular nele…e agradecer por tudo isso e pelo resto que virá. Sabe o que tu fez? Pediu MAMA…umas cinco vezes consecutivas! E ele pacientemente te pegou no colo para preparar tua demandinha matinal…Sabe, Luna, um dia tu vai dizer com lindas palavras que teu pai é o melhor do mundo…hoje tu só sente.

Ps.: ta ta ta…só não precisa agradecer…papai é legal e foi mamãe que escolheu!

Beijos de pica-pau!

Mae

Quando Luna nasceu eu já era passarinha migrante retirante, morando em Toronto e com o coração solto no mundo. Vivo querendo dar um tombo na rotina e sair voando por ai, sem rumo. Um dia me defini como gaúcha, colorada escorpiana e advogada. Hoje não tenho mais pretensões definidoras. Já entendi que somos transformações pesáveis. Sou um pouco escritora, fotógrafa amadora, inquieta faceira e viajante por qualidade de alma. Ser livre, pelo menos acreditar que tenho escolha é o que me faz viver e crer que a vida é boa. Estou aqui online, mas sou quase analógica. Movida a vinho, lápis, livro e caderninho. Chamego e leveza são palavras que me abraçam. Abri esse canal pra conversar contigo. Quero saber de ti...o que te move, corazon?

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