Infância Primeiros Meses

Um salto para uma Luna

Luna levantou, se equilibrou sozinha, me olhou confiante e sorriu.
Cambaleou e sentou. Ela fez isso tantas vezes que não imaginei que algo novo aconteceria ali.
De novo em pé, deu o primeiro passo, o segundo e caiu rindo feliz nos meus braços.
Uns minutos e ela começa a andar pra lá e para cá entre mim e seu pai. Nós de braços abertos, não sabíamos como fazer caber tanta alegria. Foram meses andando de mãos dadas com ela. Agora, confiança para ser só. Presenciamos juntos a criaturinha virar bípede!
Andava como uma bebedazinha faceira e caía nos braços de quem encontrava. Sentava e batia palmas para si mesma. Sim, filhota, tu andou! Não tínhamos pressa.
O inverno, a distância do mundo lá fora, toda essa aversão à comparações nos dá uma dimensão de tranquilidade quanto às fases. Já tem dentinho? Ah, já viu alguém sem dente?… Já falou? fala um pouco, se comunica bem…Já andou? Não ainda, vai ter a vida pra andar… E teve. E continua tendo.
Tudo que mais cuidamos é com a não-pressa.
Coincidência ou não, de tarde, senti que devíamos comprar champagne.
E o que vamos celebrar? Além de tudo, algo que virá, pensei.
O motivo veio em forma de passinhos bambas. De noite e no sábado, dia em que nasceu, andou.

Tão mágicos são os começos. Somos todos produtos dos nossos começos, tudo um dia, foi semente.
Falei pro pai babão: agora só falta a mochilinha, pra ela ganhar o mundo…
Ele: Pode conquistar o mundo que quiser, mas em casa às 22h em ponto!
Ah, isso é o que nós vamos ver…mas é conversa para muitos anos adiante.

Seja como for, um pequeno passo para humanidade, um grande salto para uma Luna.

Ps.: Um agradecimento especial a nossa filmmaker Giovanna: foi uma sorte te ter aqui para filmar nossas emoções e testemunhar a pequena vida andante da nossa passarinha Luna.

Quando Luna nasceu eu já era passarinha migrante retirante, morando em Toronto e com o coração solto no mundo. Vivo querendo dar um tombo na rotina e sair voando por ai, sem rumo. Um dia me defini como gaúcha, colorada escorpiana e advogada. Hoje não tenho mais pretensões definidoras. Já entendi que somos transformações pesáveis. Sou um pouco escritora, fotógrafa amadora, inquieta faceira e viajante por qualidade de alma. Ser livre, pelo menos acreditar que tenho escolha é o que me faz viver e crer que a vida é boa. Estou aqui online, mas sou quase analógica. Movida a vinho, lápis, livro e caderninho. Chamego e leveza são palavras que me abraçam. Abri esse canal pra conversar contigo. Quero saber de ti...o que te move, corazon?

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